terça-feira, 20 de setembro de 2011

O CLAMOR DE UMA FÉ AGONIZANTE!

A fé se alimenta da Palavra de Deus. Sem uma dieta permanente, a fé se torna cada vez mais fraca. Se você está descontente com a sua coragem, alegria e pureza de coração, avalie a maneira como está alimentando a sua fé.

Compare a maneira como se alimenta. Suponha que você começa o dia tomando um copo de suco de laranja. Isto é gostoso e bom para você. Talvez isto lhe tome cinco minutos, enquanto, ao mesmo tempo, lê o jornal. Em seguida, você sai para o trabalho ou para a escola. E não come mais nada até a manhã do dia seguinte, quando toma outro copo de suco. Assim você passa os dias, tomando um copo de suco, até que desfalece.

Essa é a maneira como muitos crentes tentam sobreviver como crentes. Alimentam sua fé com cinco minutos de refeição, pela manhã ou à noitinha, e não comem outra vez até se passarem vinte e quatro horas. Alguns até pulam uma manhã ou outra, não dando à sua fé qualquer coisa para comer, durante vários dias.

Ora, a consequência de uma fé faminta é que ela desfalece. Não é difícil entender isso. E, quando a fé está faminta, ela se torna mais fraca e incapaz de fazer muito. Tem dificuldade para confiar em Deus, adorar e regozijar-se, bem como para resistir ao pecado. Ela suspira e tropeça. Alguém talvez pergunte: "Como você sabe que a fé necessita do alimento da Palavra de Deus para crescer e florescer?" Bem, há alguns indícios na Bíblia.

Primeiro, Romanos 10:17 afirma: "A fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo". Se a fé vem da Palavra de Deus, ela se vai com a ausência da Palavra.

Segundo, Salmos 78:5,7 declara que Deus "estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos... para que pusessem em Deus sua confiança". Em outras palavras, o alvo do ensino da Palavra de Deus aos nossos filhos é nutrir a confiança (ou seja, a fé) em Deus. Assim, a fé se alimenta da Palavra de Deus.

Terceiro, Provérbios 22:18,19 afirma: "Porque é coisa agradável os [as palavras de Deus] guardares no teu coração e os aplicares todos os teus lábios. Para que a tua confiança esteja no Senhor, quero dar-te hoje a instrução, a ti mesmo". Isso nos mostra que as palavras de Deus existem "para que a tua confiança esteja no Senhor". A fé se alimenta da Palavra de Deus.

Quarto, compare Salmos 1:2,3 ("O seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto") com Jeremias 17:7,8 ("Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde"). Um texto diz que meditar na Palavra de Deus torna você como uma árvore que permanece forte; o outro diz que confiar no Senhor faz de você uma árvore que permanece forte. O que causa isso? A mesma coisa. Por quê? Por que a pessoa que medita na Palavra de Deus, dia e noite, está continuamente alimentando a sua fé; por isso, a sua confiança é forte.

Quinto, temos de raciocinar que a fé se alimenta da Palavra de Deus porque a Palavra é aquilo em que a fé confia. E, onde não há palavras dignas de confiança, a fé não tem o que comer. Essa é a natureza da fé. Ela subsiste daquilo em que confia. A fé não tem outra vida, se não a vida que ela obtém da verdade em que crê. Portanto, se não a alimentarmos com uma dieta consistente, que é a Verdade que sustenta a vida, a fé murchará.

Tudo isto significa que devemos memorizar as Escrituras, todos os dias, de modo que possamos alimentar nossa fé, hora após hora, durante todo o dia. Somente algumas pessoas têm o privilégio de abrir a Bíblia a cada hora. Mas todos nós podemos consultar nossa memória a cada hora. De fato, nós precisamos disto.

Portanto, com todo o meu coração, encorajo-o a fazer isto. Quando você tiver seus momentos de devoção na Palavra de Deus, encontre uma frase ou versículo - um bocado para a sua alma - e memorize-o. Isto é semelhante a colocar o alimento da fé na despensa de sua mente. Durante todo o dia, você pode ir lá e comer uma porção daquele bocado. Pode ser algo tão simples como: "De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei" (Hebreus 13:5). Pegue-o e mastigue-o a cada hora. A nutrição alimentará a sua fé, e esta se tornará forte. Você orará por frutos, e estes surgirão.

sábado, 4 de junho de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Você não está sozinho!


Se você às vezes pensa sobre por que continua tentando viver como um cristão, você não está sozinho. Se ocasionalmente sente que não está fazendo muito progresso no seu crescimento espiritual, você não está sozinho. Se frequentemente pensa que mais ninguém parece estar lutando com os problemas do jeito que você está, você não está sozinho. Se você sente a tentação de desistir, você não está sozinho. Muitos cristãos às vezes se sentem da mesma forma.

Há muitas coisas que desanimam os cristãos. Às vezes ficamos inquietos com estas tribulações (usando a linguagem de Paulo — 1 Tessalonicenses 3:3, onde comenta sobre a perseguição). Nossos próprios fracassos podem servir para nos desencorajar. O tamanho de alguns dos desafios espirituais e morais que enfrentamos pode ser esmagadora para nós. Ás vezes os cristãos simplesmente são “vencidos” pelas dificuldades da vida que até pessoas do mundo enfrentariam. Alguns ficam desanimados quando são repreendidos por outros, até mesmo quando a repreensão é merecida. Os pecados dos outros cristãos, principalmente a hipocrisia, podem nos deixar desanimados.

Precisamos lembrar de várias coisas para não desanimarmos. O apostolo Pedro indicou aos seus leitores “não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós” (1 Pedro 4:12). Certamente, “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). As aflições ainda são verdadeiras e muitas vezes difíceis, mas não devem ser inesperadas. E não esqueçamos: temos o exemplo de Jesus para nos encorajar (Hebreus 12:2-3).

Aqueles que sofrem com problemas pessoais ou fraqueza de caráter frequentemente pensam que mais ninguém tem dificuldades parecidas. Eles olham para os outros irmãos e vêem o exterior calmo, mas não as dificuldades internas. Nós não podemos justificar nossa própria fraqueza pela fraqueza dos outros, mas também devemos reconhecer que outros estão na mesma batalha contra a carne que nós estamos. Independente de qual tipo de tentação nós enfrentamos, não é uma coisa unicamente nossa (1 Coríntios 10:12). Nós entendemos a sabedoria da exortação de Tiago: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros” (5:16). Podemos não apenas orar uns pelos outros, mas também ficamos sabendo das nossas dificuldades em comum contra o mal.

Devemos lembrar que Deus tem prometido nos capacitar através de sua palavra, a nos fornecer tudo que precisamos para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17). Ele nos deu irmãos, apesar de imperfeitos, para nos encorajar (Atos 28:15; Hebreus 10:24-25).

Finalmente, devemos tomar coragem no fato de que Deus não abandona seus filhos. O mesmo amor que levou o Pai a mandar seu Filho a morrer numa cruz romana é ainda mais certo para continuar a santificar e justificar aqueles que responderam à sua oferta de graça (Romanos 5:5-10). Davi enfrentou Golias com coragem, mesmo sendo um jovem pastor carregando apenas uma funda e cinco pedras lisas. Ele sabia que Deus estava com ele. Você não está sozinho!

Deus não só dá, ele recebe graciosamente

“Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também na sinceridade de meu coração dei voluntariamente todas estas coisas; acabo de ver com alegria que o teu povo, que se acha aqui, te faz ofertas voluntariamente. Senhor, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva para sempre no coração de teu povo estas disposições e pensamentos, inclina-lhe o coração para contigo” (1 Crônicas 29:17-18).

O que poderíamos dar que daria prazer a Deus? Nenhum de nós jamais deu a ele algo que não era falho ou incompleto. Há algum oferecimento dentro do nosso poder de dar que não ofenderia a majestade de Deus? Parece quase presunçoso pensar em nós darmos algo a Ele. Mesmo assim, não somos encorajados apenas a dar, como também somos encorajados a acreditar que os nossos presentes são verdadeiramente significantes ao nosso Criador.

O desejo em si é que tenhamos algo para dar a Deus, certamente, uma resposta para o seu amor por nós. João escreveu: “O amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou.... Nós amamos porque ele amou primeiro” (1 João 4:10, 19). Em qualquer doação entre nós e o Criador, é sempre Deus que toma a iniciativa. O que for que nós dermos é apenas devolver a Deus. “Porque quem sou eu, e quem é meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos ” (1 Crônicas 29:14).

Permanece verdadeiro, porém, que podemos dar algo a Deus. E mesmo que os nossos presentes não cheguem à perfeição que ele merece, a verdade maravilhosa é que Deus ainda está pronto a recebê-los. Jesus chegou até a dizer: “Eis que estou á porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3:20). O Senhor está ansioso em gozar de nossa hospitalidade sincera. Ele fica feliz em jantar na nossa mesa!

Mesmo assim, precisamos de uma certa coragem para nos oferecer de volta a Deus. Somos tentados a pensar que nenhum dos nossos esforços fracos de amar a Deus fará diferença para ele. Mas certamente vão. Quando continuamos a oferecer a Deus o que for possível, levantar-nos depois de cada derrota e resistir à sugestão do diabo de que devemos desistir, o que estamos oferecendo a Deus é um coração leal. E Deus não só encontra a verdadeira alegria neste presente, ele nos cerca com a força de ir para frente. “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele; nisto procedeste loucamente; por isso; desde agora, haverá guerras contra ti” (2 Crônicas 16:9).


A queda e restauração de Pedro


Pedro havia seguido Jesus de certa distância quando Jesus fora levado para ser julgado pelos principais sacerdotes e pelo Sinédrio. Testemunhas falsas haviam mentido a seu respeito. Alguns haviam cuspido nele. Outros baterem nele com as mãos, zombaram dele."Estando Pedro embaixo no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote e, vendo a Pedro, que se aquentava, fixou-o e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno. Mas ele o negou, dizendo: Não o conheço, nem compreendo o que dizes. E saiu para o alpendre. [E o galo cantou.] E a criada, vendo-o, tornou a dizer aos circunstantes: Este é um deles. Mas ele outra vez o negou. E, pouco depois, os que ali estavam disseram a Pedro: Verdadeiramente, és um deles, porque também tu és galileu. Ele, porém, começou a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais! E logo cantou o galo pela segunda vez. Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes. E, caindo em si, desatou a chorar" (Marcos 14:66-72).

Algumas horas antes, Pedro havia jurado ficar ao lado de Jesus, e até morrer com ele, se necessário, independente do que os outros fizessem (Marcos 14:29-31). Não duvidamos da sua sinceridade, nem questionamos suas intenções, mas como Jesus disse, "O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" (Marcos 14:38).

Então quando os soldados vieram prender Jesus, Pedro tirou sua espada e teria lutado até a morte. Naquela hora, ele ainda não entendia a natureza pacífica do reino de Jesus. Sendo reprimido e ordenado a guardar sua espada, e vendo o Senhor milagrosamente curar o homem que ele havia ferido deve ter o confundido bastante. E depois assistir mentirem sobre seu Senhor, cuspirem nele, baterem nele e zombarem dele enquanto ele não dizia e nem fazia nada em sua própria defesa. A vergonha e desgraça eram tantas que Pedro, com todas as suas boas intenções – sucumbiu à fraqueza da carne. O homem que fora tão confiante – talvez confiante demais – de sua devoção a Jesus, encontrava-se negando até mesmo que o conhecia. Negar seu Senhor com uma maldição e um juramento. Assim como Jesus predisse que ele faria (Marcos 14:30).

Aprendemos, observando as ações de Simão Pedro, que é preciso ter menos coragem para carregar uma espada do que para carregar a vergonha da cruz. Mas Jesus disse, "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me." (Marcos 8:34 ).

Regozijamos que a negação de Pedro a respeito de Jesus foi uma recaída temporária. Ele arrependeu-se e continuou em frente para tornar-se um dos cristãos mais eficazes e mais influentes que já viveu. Que Deus permita que nós, também, possamos superar nossas fraquezas e sermos servos fieis de Deus.

–por Clarence R. Johnson


sábado, 31 de julho de 2010

O tanque de Betesda

“Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.” (João 5:7 ARA)

Não tenho nada contra o tanque de Betesda. Ele representa o lugar da cura, da renovação, do conserto. Mas é preciso sempre lembrar que o tanque em si não fazia nada, tanto é que um anjo tinha de agitar as águas de tempos em tempos, sem o que a cura não acontecia. Assim igualmente em nossos dias, os lugares tem sido procurados por serem lugares de cura. É um monte para orar, é uma igreja para receber oração, é um ministério para ser abençoado. Tire as pessoas que carregam a bênção de Deus daquele lugar e o que sobra: tijolos, cimento, pedras, aço, vidros…

Como no tanque de Betesda, há solução melhor, tanto para as mazelas humanas do corpo como as da alma. Há algo melhor que o anjo que agita as águas, há algo mais eficiente e produtivo do que ficar ajoelhado esperando o agitar das águas para ver o que acontecerá. Há algo melhor do que a vida deste enfermo, que nunca conseguia alcançar a sua cura por que outros lhe ultrapassavam e não tinha ninguém por ele, que o fizesse entrar. Nem vou entrar no mérito de alguém ser deixado sozinho na beira do tanque.

O Senhor Jesus de Nazaré é mais do que o anjo do tanque de Betesda. Ele curou pessoas como este homem, ao pé de onde os milagres fluiam, mas também curou nos becos, nas casas e nas praças dos vilarejos. Ele curou este homem que depois de 38 anos persistia sem ser assitido, mas poderia ter feito isso em qualquer outro lugar.

Assim também é em nossos dias. Jesus continua curando perto ou longe dos atuais tanques de Betesda. Esta palavra significa “casa de misericórdia” e inspirou o nome de muitos hospitais. Mas nem sempre as pessoas afluem para a casa da misericórdia e sim para debaixo da bandeira do fulano de tal. É um belo desperdício, pois o dono de toda cura e de toda restauração é Jesus, disponível na minha e na sua vida. Eu posso ser seu tanque de Betesda. Você pode ser o meu. Não precisamos de anjo. Encare sua vida cristã, autorizada por Jesus, como um tanque móvel de Betesda e despeje misericórdia curadora por todas as partes.

“Senhor, eu quero mais do que ser obediente, quero ser ativo e produtivo. Dá-me a intrepidez necessária para alcançar os perdidos com as boas novas do Teu amor, trazendo Tua cura para as nações.”

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Generosidade‏

“No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar.” (Lucas 10:35 ARA)

Muitas vezes olhamos para este samaritano anônimo e o julgamos um homem de misericódia. Alguém que se importou com outro ser humano e teve compaixão dele. Uma pessoa que não se conformou e continuar sua vida sabendo que poderia fazer algo por um necessitado. Mas, talvez passe despercebido neste versículo o fato dele ter investido de seu dinheiro também. Era generoso.

Sem dúvida muitas pessoas se dispõe a orar por outros na igreja, a consolar os que choram, a se envolver nas suas vidas, abençoar de várias formas. Mas ao tocar no bolso as coisas mudam e muitos (graças a Deus nem todos) recuam. O que concluo é que alguns conseguem ter misericórdia mas não conseguem ser generosos.

A generosidade é algo que Deus valoriza muito, especialmente se nos lembrarmos que o Reino de Deus não é comida nem bebida; que não devemos acumular tesouros aqui; que o amor ao dinheiro é raiz de males; que avareza é idolatria. Se olharmos no começo da igreja, especialmente no livro de Atos, vemos que as pessoas supriam as necessidades uns dos outros – materialmente. O “som que se ouvia” no começo da igreja era de mãos entrando e saindo do bolso para abençoar. Onde isso se perdeu? Não importa. Precisamos restaurar a generosidade no meio do povo de Deus.

Ouvi uma frase que gravei: o mundo está repleto (e farto) de exemplos de prosperidade, então precisamos dar exemplos de generosidade. Não impressiona mais ter milhões e morar em mansão ou ter carro importado. O que impressiona é encher o porta-mala de sanduíches e sair distribuindo na rua. Impressiona ajudar os que aparentemente não fazem por merecer. Impressiona é estourar a conta no banco para comprar roupras para quem precisa. Sejamos generosos, cada um na sua medida.

“Senhor, eu não quero ser famoso, quero ser generoso. Se for para ser rico e egoísta, não faço questão. Mas quero sim ter recursos para poder repartir mais. Ensina-me a ser generoso.”

Mário Fernandez